Cultura

“Ateneu – Música e Palavras” no TAGV

Teatro Académico de Gil Vicente recebe as comemorações do aniversário do Ateneu de Coimbra. O evento reúne, entre outros, Diabo a Sete, Brigada Vitor Jara e Segue-me à Capela e as receitas revertem a favor de causas solidárias. Por Sandro Raimundo

O 74º aniversario do Ateneu ocorre hoje, 7 de novembro, pelas 21h30, no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) com o espetáculo “Ateneu – Música e Palavras”. “O princípio fundamental é o de angariar fundos para obras necessárias, e um pretexto para poder reunir novamente os amigos”, dando “cor àquilo que é a atividade e história do Ateneu”, explica o presidente da instituição, Fernando Martinho.

Cada bilhete tem o custo de 10 euros e esse valor reverte para financiar o Centro de Dia 25 de Abril que se encontra no edifício do próprio Ateneu. O centro alberga “cerca de 80 idosos, muitos deles em condições de extrema carência”, esclarece Fernando Martinho. A angariação de fundos pretende “proporcionar uma vida minimamente decente” a estes membros seniores, acrescenta.

O espetáculo conta com “um grande grupo de participantes – tais como os artistas Paulo Vaz Carvalho e Vieira da Silva; a companhia teatral Bonifrates; as bandas Brigada Victor Jara e Diabo a Sete; o Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra; e os grupos Raízes de Coimbra, Segue-me à Capela e Trio de Música com Paredes de Vidro” – frisa Augusto Monteiro, elemento da direção do Ateneu, lembrando que “todos eles vão partilhar o palco de forma gratuita”.

A vida longa desta instituição não apaga os grandes intelectuais e pessoas de grande relevo na cultura portuguesa que por lá passaram, que o diga Manuel Pires da Rocha, o coordenador do espetáculo, que revela não esquecer “grandes nomes, como o Egídio Namorado, Joaquim Namorado, João José Cochofel, Carlos de Oliveira, Ferreira Monte, Rui Feijó entre muitos outros”.

Com estas acções solidárias “o Ateneu não pretende ganhar o céu, mas sim a terra”, explica Manuel Pires da Rocha. A noite “não será feita só de música, mas também de partilha dos valores dos grandes intelectuais, que apesar de muitos já não estarem vivos, se imortalizaram nas palavras que cá deixaram”, conclui. Na opinião de Augusto Monteiro o aniversário é uma oportunidade de “confraternizar com velhos amigos e partilhar experiências”.

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Foto: Raquel Mendonça

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