Ciência & Tecnologia

“The Game of Games” – “um jogo em que jogar é inventar um jogo!”

A Casa Das Artes da Fundação Bissaya Barreto (FBB) alberga uma corrida contra o tempo. 40 horas para criar um jogo e vencer um de três prémios, num evento que desafia a pressão e a cooperação das equipas. Por Sandro Raimundo

Em paralelo com o “Global Game Jam” –um evento mundial que desafia a criação de um jogo em menos de 40 horas–, acontece em Coimbra, de 21 a 23 de novembro, o “The Game of Games”, um evento semelhante ao mundial.

O “The Game of Games” nasce a partir de uma falha de comunicação. Na altura em que decorria o “Global Game Jam”, um grupo de pessoas estava reunida em Coimbra pronta a participar, mas, por problemas alheios dos organizadores locais, o tema não lhes conseguiu ser comunicado. Antes que alguém desistisse, houve uma ideia de última hora, “criar o próprio tema”, explica Alicides Fonseca, docente no Departamento de Engenharia Informática da Universidade de Coimbra (DEIUC) e também membro do Condomínio Criativo, atualmente instalado na Casa das Artes da FBB.

Este evento, cujo fundamento é ser “um jogo em que jogar é inventar um jogo e chegar ao fim em apenas 40 horas”, não se destina apenas à criação de jogos de computador, mas é “mais genérico ”, explica o organizador. Com três temas de jogos distintos –jogos digitais, de mesa (cartas, tabuleiros e sociais) e um temático que alterna todas as edições-, a edição deste ano destinada ao público de todas as áreas, sem ser necessário ser entendido em informática, e aborda o cruzamento entre o físico e o digital.

Uma aliança tripla entre o Condomínio Criativo, o Projeto TRANSCREATIVA e o Instituto Pedro Nunes (IPN) possibilitou a angariação de três parceiros fundamentais: a Microsoft Portugal, que deu um Nokia Lumia 625 para o vencedor da categoria de jogo virtual; a Dr. Kartoon, que para o melhor jogo de mesa deu um jogo de tabuleiro; e a Artica, que ofereceu para prémio da categoria temática um kit robótico.

Os participantes poderão contar com comida e bebida da parte dos organizadores, e na parte técnica com impressoras 3D, oculus rift, jogos de tabuleiros, entre outros.

“Quanto ao tempo, é algo positivo ser limitado a 40 horas”, diz o docente do DEI. A intenção é criar pressão para impulsionar “um raciocínio rápido”. O facto da categoria temática ser apenas apresentada no dia do evento, Alcides Fonseca esclarece que “é só uma desculpa para terem um empurrão nas ideias. Ou seja, tal como o tempo, são restrições amigas”, conclui.

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Foto: Sandro Raimundo

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