Cultura

Índios de palmo e meio dançam na Casa das Artes

Pequenos bailarinos vão ter uma aula de dança temática no edifício da Fundação Bissaya Barreto, com o filme Pocahontas como inspiração. A iniciativa, que junta diversão, desporto e disciplina num só evento, realiza-se todos os meses. Por Mariana F. Azevedo

Amanhã, dia 7, a Casa das Artes abre as portas a mais uma aula de dança criativa com a professora de ballet e organizadora do evento, Rita Grade. Depois de Alladin, Ratatui e A Bela e o Monstro, desta vez é Pocahontas quem dá asas à criatividade e à imaginação dos pequenos índios.

O projeto consiste na agregação da dança, da música e dos adereços com filmes infantis bem conhecidos. Contudo, “não se pressupõe qualquer tipo de conhecimento em dança mas apenas que conheçam os filmes que servem de mote”, afirma a professora. Os adereços, apesar de não serem cruciais, são uma parte relevante destas aulas pois “ajudam a entrar dentro do espírito do filme”, refere Rita Grade. Ainda assim, a professora dá mais valor à criatividade dos mais pequenos.

A iniciativa, na qual pais não entram, tem correspondido às expectativas e tem ganhado projeção ao longo do tempo, pois “os meninos que gostaram da primeira vez, vieram da segunda vez e os que gostaram da segunda, vieram na terceira”, declara a professora. A questão do género e da dança é algo que Rita Grade tenta “completamente desconstruir”, pois afirma que ainda existe algum estereótipo. “A dança não é só para meninas”, explica.

Nos próximos meses as aulas terão como inspiração os filmes Corcunda de Notre Dame, Brave-Indomável e a Pequena Sereia. As aulas realizam-se das 10h00 às 11h30, para alunos dos 5 aos 10 anos, com um custo de cinco euros.

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