Ensino Superior

Sampaio da Nóvoa visita AAC

No seguimento de várias personalidades políticas, o candidato presidencial passou a tarde na AAC. No final, falou-se de propinas, emigração e Bolonha. Por Fábio Lucindo e Rita Moreira

O livro “Educação: Uma Visão de Futuro”, que resultou do roteiro, com o mesmo nome, da Associação Académica de Coimbra (AAC), foi o pretexto para o encontro de António Sampaio da Nóvoa, candidato presidencial e ex-reitor da Universidade de Lisboa, com dirigentes associativos da Direção Geral da AAC (DG/AAC). No final, houve espaço para declarações sobre o tema.

A porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, e o secretário-geral socialista, António Costa, foram algumas das figuras públicas que já passaram pela AAC nos últimos meses, para debater o estado do Ensino Superior. Sampaio da Nóvoa, em reunião à porta fechada, terá abordado assuntos relacionados com a reforma do ensino superior, englobados no livro da DG/AAC.

No início da conferência de imprensa, o presidente da DG/AAC, Bruno Matias, fez questão de sublinhar “o contributo fantástico dado pelo professor Sampaio da Nóvoa na construção do livro”. A palavra passou, de seguida, para o candidato presidencial, interpelado sobre a possibilidade de um ensino superior público livre do pagamento de propinas.

Sampaio da Nóvoa designou a situação como dramática, em função do êxodo sistemático de profissionais após os investimentos feitos na educação e na ciência. O candidato pediu então a um ex-reitor da Universidade de Coimbra (UC) que falasse sobre a questão. Seabra Santos declarou que “não compete ao Presidente da República resolver esses problemas”.

Em relação ao Processo de Bolonha, o candidato presidencial diz ser crítico “na maneira como os graus, o processo de creditação e avaliação foram concebidos”. “Houve muitas vezes uma visão economicista”, exemplificou.

Sampaio da Nóvoa concluiu que as universidades ainda vão ter de sofrer alterações significativas de modo a adaptar-se a novas formas de existência, pois são centrais para o desenvolvimento de Portugal. “Ensino superior, ciência e sociedade”, salienta, têm capital importância na definição do futuro do país.

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Fotografia: Fábio Lucindo

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