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Jornadas da FoRCOP param em Coimbra

Organismo que junta várias ordens profissionais idealiza mundo desenvolvido. Em discussão vão estar alguns dos objetivos das Nações Unidas para o Milénio. Por Mariana Bessa e André Sobral

Desenvolvimento e progresso são ideias transversais e criadas em séculos recentes. São, também, os temas principais do congresso organizado pelo Fórum Regional do Centro das Ordens Profissionais (FoRCOP). “Fórum Global Sobre o Desenvolvimento: O Mundo do Progresso” é a jornada trazida a Coimbra, nos próximos dias 4 e 5, ao auditório do Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra. Um dos objetivos é sensibilizar o público para problemas de ordem global.

Segundo o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) e da Comissão Permanente do fórum, Carlos Cortes, o FoRCOP foi “criado há muitos anos” com o objetivo de “contribuir para a sociedade, falar, debater e sensibilizar para alguns temas da atualidade”, organizando estes fóruns globais. Em 2014, debateu-se o envelhecimento ativo e saudável e, este ano, vai estar em destaque o desenvolvimento sustentável. Entre diversos oradores, os presentes vão poder escutar o Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres, o reitor da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva, e o Comissário Europeu para o Desenvolvimento, Neven Mimica.

Em relação às problemáticas atuais das populações, o presidente da SRCOM refere que a experiência provém do terreno, ou seja, “o conhecimento das realidades sociais e do mundo consegue-se através da própria atividade das ordens profissionais”, como por exemplo a Ordem dos Médicos, a Ordem dos Advogados e a Ordem dos Farmacêuticos, que integram a Comissão Permanente do FoRCOP.

Ainda que um estudo do Eurobarómetro de setembro de 2014 confirme que cerca de “85% dos inquiridos entendem que é uma obrigação da Europa ajudar os países em vias de desenvolvimento”, valor que aumenta para 93% em Portugal, a verdade é que, segundo Carlos Cortes, as necessidades destes países são ainda “críticas”. Realça-se a necessidade de lutar pelo direito à saúde, segurança, paz, água potável, energia, protecção do idoso e igualdade de género como questões indissociáveis do desenvolvimento e progresso mundiais.

O público-alvo do fórum global, para além dos estudantes, “é o cidadão preocupado, inconformado. É o cidadão que procura a justiça e a fraternidade entre as pessoas, entre os pobres. Tanto os mais novos como os menos novos, não há um público-alvo em concreto”, explica o presidente do FoRCOP.

Como objetivos para este ano, o FoRCOP procura “fazer eco do papel da União Europeia” e “elaborar um documento orientador que será enviado às entidades nacionais com estas preocupações, nomeadamente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros” e à União Europeia, conclui Carlos Cortes.

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Fotografia: DR

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