Ensino Superior

Atraso nas obras da sala de estudo da AAC

O presidente da DG/AAC pretende que a reabilitação do local esteja finalizada até ao final deste mês ou no início de fevereiro. Intervenção está parada por falta de parecer da DRCC. Por Inês Duarte

Programada para dia 2 de janeiro, a abertura da renovada sala de estudo da Associação Académica de Coimbra (AAC) foi protelada. Devido a questões de carácter burocrático que atrasaram as obras, o local não vai estar pronto a tempo de receber os estudantes na época normal de exames.

O presidente da Direção-Geral da AAC, Bruno Matias, esclarece que o atraso se prende com decisões por parte da Direção Regional da Cultura do Centro (DRCC) e da Universidade de Coimbra (UC). “É uma questão que nos foge das mãos”, aponta, visto ser necessário “um conjunto de burocracias relacionadas com a DRCC e com a Reitoria da UC, fruto deste espaço fazer parte da área envolvente do Património [Mundial da UNESCO]”.

Bruno Matias acrescenta que “grande parte da obra já está feita”, ficando a faltar “a pintura, a colocação das tomadas de eletricidade e a reparação do ar condicionado”. Não estando pronta a tempo da época normal de exames, que se inicia hoje, o presidente da DG/AAC espera que as obras finalizem a tempo da época de recurso. “Em caso excecional será certamente para o início de fevereiro”, afirma, ao não adiantar data específica. Como espaços alternativos, Bruno Matias aponta as cantinas Azuis e as cantinas do Pólo III, que vão estar abertas no período noturno, até às 4horas para horário de estudo.

Quanto ao orçamento despendido, o presidente afirma que os valores vão ser divulgados no próximo Relatório e Contas da DG/AAC, bem como no final da obra, “não só o que foi adjudicado, mas também o valor final”. Declara ainda que “não é uma obra que fique propriamente barata” mas “razoável”, e acrescenta que a DG/AAC trabalhou “muito nos últimos anos para ter uma sala de estudo em condições”.

A requalificação da sala de estudo passa por uma reabilitação do espaço, desde o isolamento da parte de cima de modo a impedir a humidade, melhoria da qualidade das mesas e cadeiras e maior quantidade de lugares. De fora, fica o isolamento dos vidros e das janelas pelo facto de a AAC “ser Património da Humanidade”, o que torna essa reforma “muito difícil”, anota Bruno Matias.

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Fotografia: Fábio Lucindo

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