Ensino Superior

AAC marca presença em debate parlamentar na Assembleia da República

A discussão centrou-se no congelamento do valor das propinas e questões relacionadas com investigação científica. Por Carlos Almeida

“Vai ou não o governo integrar uma proposta de congelamento a nível nacional das propinas?” É esta a pergunta que o presidente da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC), José Dias, quer ver respondida. Foi também a questão que levou à Assembleia da República (AR) alguns dos membros representantes da DG/AAC ontem, 29 de fevereiro. Discutiram-se comprometimentos por parte do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior na área da ciência, financiamento para as unidades de investigação e aumentos para a ação social em que se comprovou que vai existir um maior número de bolsas.

“Não existiu o comprometimento na questão das propinas,” afirma José Dias e acrescenta que “não é uma questão fora da mesa”. Refere ainda que quanto ao projeto de lei do Partido Comunista Português para o congelamento do valor da propina do Ensino Superior (ES) Público, ainda existem esperanças de que o Partido Socialista vote a favor visto que ainda não explicitou a sua intenção de voto.

Se a expectativa de aprovação do referido projeto de lei for avante, o presidente da DG/AAC afirma que o próximo passo é no sentido da reversão do valor das propinas e que a direção a seguir é a “a da gratuitidade no ES”. Acrescenta que a AAC sempre se pautou pelo princípio de gratuitidade de propinas e que é possível “um triângulo em que Estado, Instituições e Famílias pagam o ensino dos estudantes”, mas por enquanto a academia concentra-se no que é possível acontecer: o congelamento das propinas.

Para que o aumento gradual das propinas nos últimos anos seja travado e revertido, a AAC garante que vai fazer pressão junto do Governo, até porque é “uma discussão que tem que ser tida ao nível governamental”. Além disso, para a voz dos estudantes poder ser levada e escutada pelas entidades competentes, José Dias declara que podem ser feitas “ações de sensibilização, reuniões marcadas de urgência ou ações de rua”.

AR

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