Ensino Superior

Ciência, futuro e uma universidade global fazem os 726 anos da UC

Reitor da Universidade de Coimbra faz uso do aniversário da instituição para afirmar os interesses dos estudantes e anunciar obras de recuperação. Por Ana Miguel Regedor e Mariana Saraiva

A celebração dos 726 anos da Universidade de Coimbra (UC) decorreu hoje, pela primeira vez, na Sala dos Capelos. A cerimónia contou com a presença do reitor da Universidade do Porto (UP), Sebastião Feyo de Azevedo, e Adélio Mendes, investigador da mesma casa e vencedor do Prémio UC 2016. Estiveram também presentes António Jorge Viegas de Vasconcelos, em representação do Conselho Geral da UC, e o reitor da UC, João Gabriel Silva.

Em dia de entrega dos diplomas aos estudantes doutorados, a UC expressa as suas preocupações para o futuro. Presentes no discurso do reitor da universidade estão as referências ao “esforço de melhorar as condições materiais para a investigação científica” a par da “afirmação [da UC] como universidade global”, no ano em que o número de estudantes internacionais inscritos “aumentou cerca de 30 por cento”.

João Gabriel Silva serviu-se desta comemoração para anunciar intenções de construir em breve “o edifício de investigação que falta no pólo III, o UC-Biomed”, de remodelar por completo as Cantinas Amarelas e de restaurar o Estádio Universitário. A recuperação do património da instituição foi celebrada hoje com a reabertura da Capela de São Miguel.

Na mesma participação, expressou descontentamento para com os atrasos do Ministério das Finanças relativos à avaliação da Residência da Rua da Alegria que têm vindo a postergar a compra do imóvel. “Os estudantes agradeceriam se houvesse alguma resposta pois o edifício precisa urgentemente de obras de reabilitação”, realça o reitor.

Adélio Mendes, o inventor da “mais cara patente portuguesa”, como refere o reitor da UP, comercializada pela Faculdade de Engenharia da mesma universidade, foi congratulado com o Prémio UC 2016 no valor de vinte cinco mil euros. No seio da sua investigação, o cientista debruça-se sobre o uso de células fotovoltaicas, cujo custo de produção tem vindo a diminuir, para reforçar a ideia de que “o mundo precisa urgentemente de fontes de energia renováveis”, afirma o investigador.

Na linha das intenções do reitor da UC de reforçar a investigação científica, Adélio Mendes apelou ao seu incentivo e à necessidade de colaborar com empresas do setor para criar uma espaço de partilha e resposta às preocupações contemporâneas. Defende que “com honestidade, dedicação e inteligência” é possível conjugar o saber académico com as inovações industriais rumo a uma maior sustentabilidade.

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