Ensino Superior

AAC quer contagiar ENDA na luta pelo congelamento da propina

Estudantes de Coimbra não votam, mas participam no encontro com “postura de diálogo e discussão”. Plano de trabalhos inclui debate sobre OE2016. Por Vasco Sampaio

O primeiro Encontro Nacional de Dirigentes Associativos (ENDA) desde o regresso da Associação Académica de Coimbra (AAC) ao Movimento Associativo Nacional vai ser “o pontapé de saída de um ano de mudança” para o Ensino Superior (ES) em Portugal. Quem o diz é José Dias, presidente da Direção-Geral da AAC (DG/AAC), que quer ver as restantes associações e federações académicas marcar uma “posição favorável ao congelamento da propina”, conforme anunciou a AAC na passada segunda-feira, 7. O encontro está marcado para os dias 12 e 13 de março, no Instituto Superior de Economia e Gestão de Lisboa.

Previstos no plano de trabalhos para a discussão no ENDA estão o Orçamento do Estado para 2016 (OE2016), mas também a Ação Social Escolar e a organização do sistema de ES português. Ainda que tenha escolhido não participar nas votações do encontro, a AAC dirige-se a Lisboa adotando uma “postura de diálogo e discussão”, segundo José Dias, acerca dos assuntos programados.

Sobre o OE2016, o presidente da DG/AAC fala num “sinal positivo trazido pelo reforço orçamental para o ES e para a Ação Social, para além da aposta prevista na ciência e investigação”. A não atualização do Indexante de Apoios Sociais, a contabilização de rendimentos brutos e a falta de complementos para o pagamento de material escolar são ainda falhas apontadas pelo dirigente ao Regulamento de Atribuição de Bolsas de Estudo a Estudantes do ES.

José Dias defende também, quanto à organização do sistema, a importância de “debater a aproximação das Universidades aos Politécnicos e vice-versa”. Para o presidente, os dois tipos de instituições “não estão em sintonia” quanto à temática, numa altura em que existe, em Portugal, ”um sistema binário mascarado”. Também a “cooperação e não competição” entre diferentes instituições e a discussão do Processo de Bolonha são prioridades para o dirigente.

O regresso às reuniões do ENDA sem participar em votações foi aprovado em Assembleia Magna no passado dia 2 de março. O objetivo principal da AAC era o de alterar o modelo de votação destes encontros, mas José Dias explica que “teve ainda muito pouco tempo para preparar uma proposta clara nesse sentido”. O projeto de modificação deverá ser apresentado no próximo ENDA, a realizar em junho próximo, ainda sem data definida.

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Fotografia: Arquivo

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