Ensino Superior

Obras na sala de estudo da AAC retomadas

Maio é o mês esperado para a inauguração do espaço. São contempladas melhorias das condições térmicas e elétricas, melhor acesso à Internet e a implementação de um teto falso. Por João Ruivo e Rita Lima

As obras da remodelação da sala de estudo da Associação Académica de Coimbra (AAC) recomeçaram ontem, 28, após uma primeira interrupção em dezembro de 2015 e de uma segunda suspensão em janeiro do corrente ano. “Problemas burocráticos” e “falta de licenças por parte da Reitoria [da Universidade de Coimbra]” foram as razões apontadas pelo presidente da Direção-Geral da AAC (DG/AAC), José Dias, como impasses ao prosseguimento dos trabalhos, visto que o edifício onde se situa a sala é reconhecido como Património da Humanidade da UNESCO. Acrescenta ainda que, neste momento, “o projeto foi aprovado, quer pela AAC, quer pela Reitoria e pela empresa responsável”, a Biopower Lda., e que não existem mais entraves à sua conclusão.

O administrador do edifício da AAC, Pedro Pintor, prevê os dias 18 ou 19 de abril como data de conclusão da obra. Apesar de concluídos os trabalhos, a inauguração está prevista apenas para dia 3 de maio, para que nesse período de tempo se proceda “ao tratamento do recheio e da decoração”. Contudo, Pedro Pintor sublinha a importância de entender que estas datas previstas estão “condicionadas à execução da obra”. Em contrapartida, José Dias afirma que tem como prioridade assegurar a abertura da sala até à época de exames do segundo semestre.

O valor da obra apenas vai ser divulgado no Relatório e Contas de 2016, no entanto, Pedro Pintor admite ter “sido necessário fazer um reajuste ao valor inicial” devido às alterações feitas ao projeto da antiga DG/AAC. “Implementação de um teto falso, reestruturação da parte elétrica e iluminação, alteração das paredes e reforço da Internet” foram algumas inovações realizadas ao plano inicial. O administrador do edifício assume que não foi possível “encontrar uma solução de fundo que consiga resolver a questão da acústica”, ou seja, isolar o ruído exterior, devido às regras impostas pelo facto do edifício ser qualificado como Património.

Uma “festa simbólica” é o que Pedro Pintor espera para o dia da inauguração que, como afirma, marca o fim “de uma situação que se arrasta há meio ano”. No mesmo dia, e visto que a sala será apelidada de Sala Montepio, será anunciada “oficialmente a parceria da AAC com o banco assinada no último ano”. Apesar das datas concretas assinaladas por Pedro Pintor, o mesmo afirma que estão “dependentes de terceiros”.

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Fotografia: Rita Lima

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