Ciência & Tecnologia

Estudantes dançam em prol da ciência

Associação privada é responsável por escolha de tema anual na área da saúde. Financiamento angariado visa premiar projetos de investigação em doenças neurodegenerativas. Por Fábio Lucindo e Sílvia Santos

“Ser livre pra viver, não perca tempo a chupar limão”. É ao som da banda HBM em parceria com Enoque, na música ‘Naptel Xulima’, que os estudantes do Mestrado em Biologia Celular e Molecular (MBCM) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) dançam e contagiam para atingir o máximo possível de visualizações num vídeo publicado no ‘YouTube’, intitulado ‘Funky Infection’.

O objetivo inicial de quatro mil visualizações foi ultrapassado, e o vídeo angariou mais de 3700 euros. A ação visou conquistar financiamento para a investigação de tratamentos de doenças neurodegenerativas como, por exemplo, Alzheimer, Parkinson ou Esclerose Múltipla, em parceira com a Maratona da Saúde, frisa Mariana Alves, estudante do MBCM e uma das organizadoras do vídeo.

“Houve seis empresas a apoiar o projeto e cada uma colocou as suas argumentações que estipulavam algumas metas”, refere a estudante, que abre ainda a porta a “mais empresas que vejam os vídeos e queiram apoiar a iniciativa”.

A Maratona da Saúde é uma associação pioneira em Portugal, sem fins lucrativos, que oferece “mais uma oportunidade para avançar a ciência nacional e sensibiliza o público para a sua importância”. Todos os anos, e em parceria com a RTP, é transmitida uma gala cujo tema é pré-definido. “O primeiro foi cancro, no segundo ano foi diabetes e este ano é doenças neurodegenerativas”, enumera Mariana Alves.

O dinheiro obtido nessa transmissão da televisão pública, através de chamadas telefónicas, reverte para prémios que vão ser atribuídos a investigadores que submetam propostas de projetos científicos na área das doenças neurodegenerativas. O dinheiro arrecadado pelos estudantes do MBCM vai juntar-se ao montante total. Nas edições anteriores, os projetos vencedores foram contemplados com verbas que alcançaram os 25 mil euros.

A área de pesquisa do mestrado está voltada para as Neurociências, mas contempla ainda outras áreas da Biologia Celular e Molecular, desde a Microbiologia até cancro, células estaminais e Imunologia. “É importante sensibilizar os alunos para que é possível, durante o tempo de aulas ou as épocas de exames, dar uma contribuição à ciência”, finaliza Mariana Alves.

O vídeo encontra-se disponível em https://youtu.be/2ei0F0_NOhM.

[editado por Paulo Sérgio Santos]

Funky

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