Ciência & Tecnologia, Ensino Superior

Investigador da FCTUC premiado na área de Computação Evolucionária

Contribuir para resolver problemas complexos que até à data não tinham solução é o objetivo do estudo. Inteligência artificial padece de debate para estabelecer limites à sua utilização a nível mundial. Por João Ruivo

O ‘EvoStar Award for Outstanding Contribution to Evolutionary Computation in Europe 2016’ galardoou Penousal Machado, investigador e docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC). Este distingue-se como o mais importante prémio na área da computação evolucionária entregue no espaço europeu.

Quando questionado sobre o que trata a área em específico explica que “a ideia é usar como ponto de partida a seleção natural a evolução das espécies ao longo dos tempos para modelos computacionais científicos, e, uma vez criados, estes algoritmos são usados para a resolução de problemas”.

A aplicabilidade da computação evolucionária prende-se com “a resolução de uma grande diversidade de problemas, muitos dos quais de elevada complexidade e sem soluções convencionais”, como refere o docente da FCTUC. Planeamento de rotas de veículos e desenho de peças para automóveis de Fórmula 1 são alguns exemplos.

A superação da inteligência humana pela inteligência artificial é uma questão que prende a atenção do investigador. Penousal Machado afirma haver uma série de decisões do ponto de vista ético que “podem vir a ser colocadas quando começarmos a partilhar o nosso espaço com máquinas inteligentes”.

A utilização de tecnologias para a indústria de armamento e a experimentação genética com o uso de ADN humano são aspetos criticados pelo docente da FCTUC, que defende a definição de “restrições e limites à utilização de técnicas de inteligência artificial”.

No entanto, o investigador não deixa de referir dificuldades com que se depara na realização de projetos. A situação económica das universidades portuguesas está, para o docente da FCTUC, “longe de ser a melhor, o que coloca uma grande pressão sobre investigadores, professores e alunos”. A falta de recursos financeiros é ainda apontada como o motivo da falta de “recursos tecnológicos avançados e dispendiosos para a elaboração dos projetos”.

Apesar de se tratar de uma distinção individual, Penousal Machado não deixa de salientar o trabalho da sua equipa de investigadores “que estão no anonimato, mas foram fundamentais para alcançar o prémio”.

[editado por Margarida Mota]

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Fotografia: D.R.

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