Ciência & Tecnologia

Ciclo de palestras desvenda enigmas da Física

Cientistas propõem debate sobre a estrutura fundamental do universo. Matéria escura, aceleradores e detetores de partículas são temas abordados. Por João Pimentel e Ana Miguel Regedor

“Tudo aquilo que nós achamos que conhecemos é apenas uma parte muito pequena do universo”. É este o mote deixado por Alexandre Lindote, investigador do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP), para o ciclo de palestras sobre Física das Partículas. Esta iniciativa tem lugar de 20 a 22 de abril no Anfiteatro do Laboratório Chímico e decorre no âmbito da exposição “Partículas – do bosão de Higgs à matéria escura”. A atividade é composta por três palestras e cada uma delas aborda uma temática diferente, conforme apresentado na exposição. O objetivo deste conjunto de sessões é o de dar a conhecer mais em pormenor o trabalho desenvolvido pelo LIP.

A primeira conferência, intitulada “O enigma da matéria escura”, vai abordar o “trabalho que tem vindo a ser desenvolvido para a descoberta da natureza desta matéria”, atendendo a que aquilo que conhecemos só constitui cinco por cento do universo e o resto é matéria escura e energia escura”, afirma Helmut Wolters, investigador do LIP.

A existência de matéria escura é, hoje, uma teoria aceite entre a comunidade científica para muito daquilo que é observado. Alexandre Lindote adianta que “há muitas evidências que vêm principalmente das observações astronómicas e cronológicas e que nos dão indícios muito fortes da sua existência”.

Para além do seu trabalho no LIP, o investigador integra a “LUX Dark Matter” – uma equipa internacional que trabalha a “experiência de matéria escura mais sensível do mundo”. O grupo de portugueses que fazem parte da equipa tem tido “um contributo muito importante para essa experiência em vários aspectos, desde o desenvolvimento de hardware, software e análise de dados”, conclui Alexandre Lindote.

Na segunda conferência do ciclo, sujeita ao tema “Detectores de partículas”, vão ser abordados conceitos fundamentais desta tecnologia, de forma a pôr em evidência os resultados das investigações conduzidas no LIP, desde os detetores das grandes experiências de física de partículas à física médica.

A conferência de encerramento, “Aceleradores de ciência”, debruça-se sobre o processo de aceleração de partículas e decorrente investigação que tem vindo a ser desenvolvida pela equipa portuguesa no CERN – Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, em Genebra, na Suíça.

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Fotografia: Fábio Lucindo

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