Cultura

CAPC propõe formação em artes e cidadania

No âmbito das comemorações do 25 de abril, são oferecidas palestras ao público. O mote passa por aprender a conhecer melhor a arte contemporânea e ligá-la aos movimentos históricos recentes em Portugal. Por Philippe-Alexandre Baptista

 Unir a aprendizagem teórica das artes contemporâneas a um exercício de cidadania é o objetivo do Círculo de Arte Contemporânea de Coimbra (CAPC). Tal desiderato passa pela palestra “Conversamos a partir de …” e da oficina “Sobre Posição”, a decorrer este fim-de-semana no Círculo Sede do CAPC. Estes eventos fazem parte do programa do Projeto Educativo da instituição.

Segundo as palavras da coordenadora do Projeto Educativo, Magda Henriques, “uma das principais intenções prende-se com o desejo de tentar partilhar alguns instrumentos com as pessoas para uma aproximação à arte, e principalmente à contemporânea”. A ideia é “criar um espaço em que as pessoas se sintam à-vontade para se aproximar, sem medo”. A iniciativa dirige-se a “diferentes públicos, não só em diversas faixas etárias como também com interesses e formações variadas”. Está aberto, então, para “pessoas mais velhas, mas também para crianças, e por isso pretende-se um trabalho com as escolas”.

As ofertas do Projeto Educativo fundem-se com a exposição que está patente no CAPC, durante este mês, sobre Ana Hatherly, artista plástica. A pretensão é “criar uma relação direta com as obras da artista”, como resume a coordenadora. Proposto ainda no programa, está um projeto cidadão. “Não é por acaso que esta exposição acontece no mês de abril”, conta Magda Henriques, “a oficina que vai acontecer no sábado foi pensada especificamente para este contexto de recordações do 25 de abril”. A razão para a fusão entre as comemorações da Revolução dos Cravos e a artista prende-se com o facto de esta ter criado várias obras que relatam a data.

A coordenadora acrescenta que “há duas questões centrais”. A primeira relaciona-se com “a proximidade com a arte contemporânea em termos teóricos”. Em simultâneo existe “uma aproximação ao contexto histórico português recente, como um desejo de estimular a reflexão, uma forma de exercício à cidadania”.

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Fotografia: Philippe Alexandre Baptista

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