Ciência & Tecnologia

Dia da Terra como propósito de acordar a humanidade

Falta de consciencialização na sociedade atual coloca o futuro do planeta em risco. Exemplo a seguir quanto a políticas ambientais pode vir de alguns países. Por Cristina Pinilla Carrasco e André Sobral

 Em tempos marcados pelas alterações climáticas, degelo dos pólos e contaminação da atmosfera pelos gases das indústrias e da produção pecuária, o dia Internacional da Terra recorda aquilo que o planeta oferece no dia-a-dia. Hoje, 22, celebra-se a sua importância como uma forma de consciencializar a população acerca dos problemas que afetam a saúde do mundo.

“Todos os dias devem ser o dia da Terra”, afirma Paulo Andrade, membro do Núcleo Regional de Coimbra da Quercus, que entende a celebração como um meio para “enfatizar os problemas ecológicos” e “ganhar motivação, quer ao nível individual, como das instituições”. Por sua vez, a justificar a necessidade de se assinalar este dia, Carlota Simões, diretora do Museu da Ciência, declara que “só há uma Terra” que representa “a casa partilhada e que se tende a esquecer”.

O presidente do Grupo Ecológico da Associação Académica de Coimbra (GE/AAC), Tiago Mendes, ao concentrar a sua atenção no valor social das adversidades que acometem hoje em dia o planeta, esclarece que “aquilo que até agora eram guerras por petróleo, amanhã vão ser guerras por água pura”. A acrescentar a esta ideia, Carlota Simões enumera “o aquecimento global, a perda da diversidade, a desertificação e o consumo excessivo de matérias primas”, dentro das muitas complicações atuais.

No entanto, apesar de já se viver numa realidade em que as “alterações climáticas têm repercussões visíveis”, sentidas na forma de ora “furacões ou tufões”, ora “subida do nível das águas do mar”, como expõe Paulo Andrade, “a população nunca vai estar suficientemente consciencializada”. Segundo a diretora do Museu da Ciência, “fala-se disso à mesa do café, os países não estão suficientemente envolvidos”.

Tiago Mendes, por um lado, acredita no sucesso de políticas ambientais de outros países que se encontram “mais evoluídos em termos de consciência”. Apresenta o exemplo do Canadá, com o seu “sistema de recolha de beatas de cigarros”. Por outro, Paulo Andrade elogia Portugal pelo “bom caminho” na produção de “eletricidade através das energias renováveis, nomeadamente eólica e solar”.

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Fotografia: Rafaela Carvalho

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