Cultura

Tempo de cravos e a revolução de abril

“Grândola Vila Morena” passava nas rádios e dava-se início à Revolução dos Cravos. Passados 42 anos, o Ateneu organiza a Grande Manifestação Popular. Por Rita Lima

À meia-noite do dia 25 arde um boneco de palha na Sé Velha. “Morte ao Fascismo”, é assim o nome desta iniciativa do Ateneu, Instituição Particular de Solidariedade Social, integrada nas comemorações do dia 25 de abril que vão decorrer este fim de semana em Coimbra.

A 25 de abril de 1974 o Movimento das Forças Armadas pôs fim aos 48 anos de ditadura e a 25 de abril de 1976 entrou em vigor a Constituição da República Portuguesa. É neste sentido que este ano os festejos da Revolução dos Cravos “têm como mote os 40 anos da Constituição”, como explica Tiago Jerónimo, membro da direção da Ateneu.

Teatro, música e declamações são as iniciativas que marcam a noite de domingo. A seguir à “Morte ao Fascismo”, membros do Grupo de Etnograia e Folclore da Academia de Coimbra “vão animar a festa”, conta Tiago Jerónimo. No dia 25 vai decorrer uma manifestação popular, a sair na Praça da República e a terminar no Pátio da Inquisição.

Os festejos do feriado começaram no dia 9 deste mês e terminam no dia 4 de maio. “Tem havido um programa de várias atividades, como cinema, concertos, teatro e conferências”, esclarece Tiago Jerónimo. Acrescenta ainda que “existem 57 organizações subscritoras das comemorações”. O Ateneu organiza as iniciativas no âmbito do dia 25 de abril “há muitos anos, mas só há quatro anos é que organiza neste formato em especifico”, afirma Tiago Jerónimo.

Há 42 anos passava na rádio a música “Grândola Vila Morena” de Zeca Afonso, mas o passar do tempo não afastou as gerações na presença destas comemorações. Como afirma o membro da direção do Ateneu, “o festejar do 25 de abril é algo transgeracional”.

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Fotografia: Arquivo

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