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ESAC avança com construção de borboletário

Projeto não tem data certa de abertura ao público devido à falta de fundos. Organização garante o progresso da iniciativa. Por Flávia Alves e Rita Fonseca

A Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC) tem em marcha um projeto que visa a criação de um borboletário. O principal objetivo é criar um “espaço para um berçário e proteger as borboletas para as poder libertar, ou seja, controlá-las num espaço restrito e fazer o acompanhamento de todo o processo”, explica José Gaspar, docente da ESAC e membro da equipa do projeto.

Outro dos objetivos é que as crianças que visitam a ESAC possam ver não só “os animais, os espaços agrícolas, mas também a parte florestal e o próprio contacto com as plantas”, acrescenta. “Oferecer à comunidade um espaço onde possam contactar com as borboletas e analisar quer o efeito que elas têm nos ecossistemas, quer o seu valor” é outra das metas.

O orçamento para o borboletário teve origem numa campanha numa plataforma de ‘crowdfunding’, um programa de financiamento colaborativo, que não correspondeu às perspetivas. A organização tinha “expetativas mais elevadas relativamente à angariação de fundos por esta via”, defende José Gaspar.

O orçamento total para “a concretização do projeto ronda os 15 mil euros”, expõe o docente da ESAC. Segundo dados disponíveis na plataforma PPL, até à data apenas se recolheu 17% da totalidade do orçamento necessário para iniciar a construção, que se traduz por uma quantia de 1308 dos 7500 euros totais. Parte deste dinheiro foi angariado através de “mecanismos que os alunos desenvolveram, como rifas e outros tipos de iniciativas, e que acabaram por ter uma adesão maior porque há contacto direto com as pessoas e assim há a possibilidade de as sensibilizar”, explica o docente da ESAC.

Devido às restrições financeiras, a organização adianta que o projeto vai “avançar numa versão com custos um pouco mais reduzidos, alterando a infraestrutura que deixar de ser metálica e passa a ter outros materiais, não tão duráveis mas que nos vai permitir avançar com a iniciativa”, afirma José Gaspar.

As espécies que vão estar presentes neste “borboletário” são em grande parte nacionais. Segundo avança José Gaspar, o objetivo é o foco “não nas espécies exóticas mas nas espécies características do nosso ecossistema” visto que existem centenas de espécies a nível nacional, tanto diurnas como noturnas. O docente da ESAC sublinha ainda que tentam “envolver a comunidade, quer de Coimbra, quer da região” em projetos equivalentes. Conclui que “apesar de tudo, tem sido gratificante a colaboração que temos tido” tanto por parte dos alunos como da comunidade.

A ambição do docente da ESAC é no “próximo ano estaremos em condições de ter o projeto aberto ao público”. A campanha de angariação de fundos pode ser acedida em http://ppl.com.pt/pt/prj/reserva-natural-borboletas.

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Fotografia gentilmente cedida por José Gaspar

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