Cultura

Poesia regressa à Praça

Café Académico recebe sessão de poesia amanhã. A escolha do poema é livre e todas as pessoas são convidadas a participar. Por Rita Lima e Ana Miguel Regedor

Liberdade é o mote para a segunda edição dos Poetas na Praça. “Porque abril é o mês da liberdade”, Alexandre Valinho Gigas, organizador do evento, recorda que “também com a poesia se combateu a ditadura e agora expressa-se pela liberdade a poesia”.

É em celebração da liberdade que amanhã à tarde a esplanada do café Académico volta a receber, a partir das 16 horas, leitores e amantes de poesia. “O evento é aberto à Praça da República e não só a este estabelecimento” e o único requisito é ter voz e poema para declamar, sublinha o organizador.

A decorrer pela segunda vez, esta edição, estabelece o início de um ciclo de leituras com data marcada para o último sábado de cada mês. A primeira sessão, realizada em fevereiro deste ano, foi criada como um ensaio, numa tentativa de entender a existência de interesse e recetividade por parte do público. Em março o evento não teve lugar, no entanto, vai ser retomado a partir deste mês.

Não houve um tema em especifico para esta edição pois “nem sempre existe a necessidade de escolher uma temática para a sessão, pode haver meses que não tenham um mote concreto”, afirma Alexandre Valinho Gigas. Este está dependente da afluência ao evento, “se houver uma grande afluência é uma forma de canalizar leitores através do mote, mas se não houver essa necessidade pode ser um tema generalista”, explica o organizador do evento.

É o ambiente informal que caracteriza as leituras onde “todas as pessoas são convidadas a dizer poesia”, relembra Alexandre Valinho Gigas. Não importa a autoria no momento de escolher os poemas a declamar. Ainda que seja mais frequente a leitura de textos de outros autores, “há também escritores entre as pessoas que vêm a este evento e é natural que leiam textos seus”, esclarece o organizador.

É a título pessoal que planeia esta iniciativa que está inserida numa “série de eventos que têm por base a poesia dita”. “Dizeres”, na Casa das Artes da Fundação Bissaya Barreto, é o nome de um outro encontro que visa promover também a declamação de poesia, ainda que “seja mais voltado para a teatralidade na forma de dizer e proclamar”, conclui o organizador do evento.

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Fotografia: Ana Miguel Regedor

 

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