Cultura

Exposição traz futuro a espaços citadinos

Exibição é uma narrativa sobre o viver em cidades. Música e multimédia marcam diferença com o tema da Semana Cultural. Por Rita Flores

“Criar um contraste, habitar patrimónios e conseguir desenvolver uma relação com o conhecimento que existe hoje”. É por estas palavras que o responsável pelo projeto e docente do Departamento de Arquitetura (DArq) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), Mauro Couceiro, esclarece a escolha do local para a iniciativa onde, através de um livro digital, se exibem diferentes projetos de cidades “utópicas ou distópicas”. “Cidades do Futuro” é a exposição apresentada na Capela do Colégio das Artes no decorrer da 18ª Semana Cultural da Universidade de Coimbra (UC).

Na capela onde se encontra projetado o livro existe um ‘tablet’ com o mesmo pronto a ser explorado. Mauro Couceiro explica que “cada capítulo é um projeto distinto”. Nele são apresentados “futuros possíveis para as cidades existentes ou virtuais”, em que a única condição imposta pelo Professor era a necessidade de os edifícios “estarem na terra ou pelo menos vinculado” à mesma.

Neste projeto desenvolvido pelos alunos do DArq e do curso de Design e Multimédia do Departamento de Engenharia Informática da FCTUC na cadeira de Arquiteturas Digitais, cada grupo de trabalho redigiu uma “história narrada sobre as vivências dessas cidades”, explica Mauro Couceiro. Assim, por um lado, existe uma “performance técnica bastante exigente” e, por outro lado, torna-se um desafio para que os alunos “não se desconectem da humanidade que os projetos necessitam”.

“Criar uma sonoridade completamente diferente daquilo que se poderá ouvir dentro de um espaço como uma capela” é o objeto da ornamentação da exposição com música de Paulo Brito. Procurou-se o contraste apresentado com “o contexto da capela habitar patrimónios com um livro”, tema central da Semana Cultural da UC, esclarece o responsável.

Mauro Couceiro projeta ainda para o futuro uma possível sinergia entre os alunos das duas áreas de estudo envolvidas. Esclarece, assim, que “os alunos de Design e Multimédia estão mais aptos na área da programação, enquanto os arquitetos têm uma noção de espaço bastante mais profunda”.

“Cidades do Futuro” está patente no Colégio das Artes até à próxima quinta-feira, 5 de maio. O livro pode ser consultado aqui.

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Imagem gentilmente cedida por Mauro Couceiro

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