Cultura

“Música para Filmes”: de Chaplin aos dias de hoje

Improviso reina no concerto-palestra. Maestro interpreta bandas sonoras “de filmes que fazem parte do nosso imaginário”. Por Gabriela Salgado

Há trinta anos que o Conservatório de Música de Coimbra (CMC) promove a aprendizagem, a prática e a fruição desta arte na cidade dos estudantes. No âmbito das comemorações do aniversário, a instituição vai acolher no próximo sábado, 7 de maio, o concerto “Música para Filmes” pelas mãos de Vitorino d’Almeida. A iniciativa, organizada pela Associação Camerata das Artes, vai ter lugar no Grande Auditório do CMC, às 21h30.

António Cardo, musicólogo e professor de História da Música no CMC, explica que vai ser um “concerto sui generis”, por ser comentado. O maestro “vai falar e exemplificar ao piano, contar histórias e piadas, ao seu jeito”. O concerto, que é “dirigido ao público em geral”, vai começar por fazer uma resenha histórica do que é compor música para filmes, desde Charlie Chaplin e Hitchcock, até à música que ele próprio fez para filmes e termina com o “Capitães de Abril”, filme produzido pela filha, Maria de Medeiros.

No “concerto-palestra”, como é definido por António Cardo, Vitorino d’Almeida vai esclarecer de que forma a música é utilizada para complementar a imagem e contar a “história da utilização da música no cinema”. O musicólogo acrescenta que se trata de um concerto que não tem um alinhamento fixo, pois o maestro “vai improvisar e dar exemplos de filmes que fazem parte do nosso imaginário”. Esta abordagem “permite passar por muitos géneros de cinema”.

O evento vai contar com a participação do Coro dos Pequenos Cantores de Coimbra, a interpretar um tema de Vitorino d’Almeida, em tom de homenagem. Há também um “conjunto de instrumentistas, constituído por alunos e professores do CMC” e ainda a soprano Carla Bernardino, a interpretar dois temas do maestro com o próprio a acompanhar ao piano.

O programa de sábado é complementado com uma palestra, subordinada ao tema “O contributo da música para o cinema para o equilíbrio entre a criação de vanguarda e o reconhecimento popular”, pelas 17 horas. A conferência “foi pensada para os alunos mais avançados do CMC”, conclui António Cardo, mas é aberta ao público.

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Fotografia: D.R.

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