Ensino Superior

Sala de estudo está pronta e vai abrir dia 17

Administração preferiu não disponibilizar a sala três dias antes da Queima das Fitas. Inauguração oficial apenas vai acontecer em setembro. Por Vasco Sampaio

As obras, iniciadas a 3 de dezembro, são agora dadas como terminadas pelo administrador do edifício da Associação Académica de Coimbra (AAC), Pedro Pintor. Após um atraso devido a “problemas burocráticos” e a previsão, aquando do recomeço das obras, de uma nova data de abertura para 3 de maio, é agora certo que a sala de estudo vai estar disponível para utilização a partir do próximo dia 17, terça-feira. “Este foi um processo que não foi muito fácil de conduzir”, admite o administrador. Ainda assim, afirma ter conseguido cumprir o que pretendia para a renovação do espaço: “Estamos em condições de garantir que os estudantes terão uma nova sala após a Queima das Fitas. E lá serão capazes de realizar o seu estudo e enfrentar uma nova época de exames com condições que não tinham dantes”.

“A parte elétrica foi toda reformulada”. Implementou-se um teto falso e alteraram-se as paredes. Foi feito um reforço no mobiliário do espaço. Pondera-se ainda a reposição do silicone das janelas para melhorar o isolamento. “Falta apenas o reforço da Internet”, com apoio da Universidade de Coimbra, que vai disponibilizar a rede Eduroam para utilização no local, diz Pedro Pintor. “Mas tudo o que é a parte estrutural da obra está concluído”, reitera. “Eu até já dei [a obra] como terminada na semana passada. A sala estava em condições de abrir dia 3”.

E porque é que não abriu? “Não iria ter, basicamente, nenhum utilizador no período da Queima das Fitas. Não faria sentido abrir a sala quando toda a gente está a pensar noutro acontecimento. Temos de esperar a altura certa e não são 15 dias que vão fazer a diferença”.

Montepio e futebol financiam obras

A abertura é no dia 17, mas a inauguração oficial não vai acontecer antes de setembro, depois do local ser decorado durante o verão. O Montepio – instituição que vai dar nome à sala – “disse que, tendo em conta o ‘timing’, seria oportuno fazer a inauguração do espaço mais à frente, para causar mais impacto”, afirma o administrador.

Quanto ao financiamento da obra, os maiores montantes vieram do dinheiro que a instituição fornece anualmente à AAC, mas também da venda de bilhetes de jogos da AAC – Organismo Autónomo de Futebol.

Evitar mal-entendidos

Também já é certo quanto a obra vai custar ao todo. “Esses valores estão fechados e não estamos a pensar gastar mais nada”, diz Pedro Pintor. Ainda assim, é ainda cedo, segundo o administrador, para apresentar o montante despendido. Tudo tem a ver com os “’timings’ adequados”, adianta.

“Foram necessários reajustamentos [ao valor inicialmente indicado], houve mais custos. É necessário um maior enquadramento, o valor total tem de ser explicado. Será preciso ter algum cuidado”. A administração quer evitar contradições e mal-entendidos na data da apresentação dos custos da obra. “Os responsáveis não têm nada a esconder”, defende. “Pretendem é que as coisas sejam o mais transparentes possível”.

Para já, Pedro Pintor acrescenta apenas que “a obra está paga em 50 por cento”. Como havia já afirmado ao Jornal A Cabra, o valor total deverá ser apresentado no Relatório e Contas 2016, em janeiro próximo. Antes disso, pondera-se ainda o lançamento deste montante a 17 de maio, aquando da abertura da sala. “Mas não é certo”.

SALA DE ESTUDO

Fotografia: Vasco Sampaio

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