Ensino Superior

Na abertura da sala de estudo falou-se de ação social

Em conferência agendada por causa do renovado espaço da AAC, o foco foi a necessidade de financiamento para os SASUC. Valor da obra com derrapagem de 11 mil euros. Por Rita Flores

Uma sala de estudo que “já faz parte da tradição, embora nos últimos tempos com condições de utilização limitadas”. Foi deste modo que o reitor da Universidade de Coimbra expôs o local que reabriu hoje, ao fim da manhã. A demora na execução dos trabalhos, segundo José Dias, deveu-se à necessidade de “ter um projeto bastante bem estruturado”. As obras tiveram um custo total de 25 mil euros, em oposição aos cerca de 14 mil previstos de início, segundo declarou Bruno Matias, ex-presidente da Direção Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC), na edição 275 do Jornal A Cabra. O atual presidente da DG/AAC, José Dias, afirma que a execução da restruturação demonstra “a prioridade que se dá aos projetos de ação social escolar, quer das residências e das cantinas, quer das próprias salas de estudo”.

Em ano de cinquentenário é necessário mais financiamento

“Sem uma ação social forte podemos ter consequências bastante graves como o abandono escolar”, afirma o presidente da DG/AAC. No âmbito das comemorações dos 50 anos dos Serviços de Ação Social da UC (SASUC), José Dias aproveitou a conferência para comentar o “abandono das salas de aula, das residências e das cantinas”. O facto de um estudante não ter “capacidade financeira para suportar esses mesmos custos” preocupa o dirigente associativo e o próprio Conselho Inter-Núcleos, razão pela qual a ação social e o abandono escolar foram temas escolhidos para a Festa das Latas de 2016.

Através da “politização de todo o recinto, do pórtico e das barracas dos núcleos de estudantes”, assim como do “momento mais marcante e mais político” deste evento, que é o Cortejo, o dirigente associativo explica a necessidade de um “esforço acrescido” para chamar a atenção para estas problemáticas.

De acordo com o presidente da DG/AAC, a UC “necessita de mais verbas e mais investimento” para levar a cabo restruturações, em especial ao nível da alimentação e do alojamento, nas cantinas e residências universitárias. O reitor da UC, João Gabriel Silva, comenta não ser com “edifícios novos que se faz a grande diferença, mas sim com a manutenção e o melhoramento contínuo dos edifícios já existentes”.

Com o objetivo de elaborar um “plano a longo prazo” que envolva tanto a restruturação do edifício da AAC como dos jardins, a DG/AAC solicitou, em reunião com o vice-reitor da UC para o Edificado e Sustentabilidade, Vítor Murtinho, uma vistoria geral ao número 1 da Padre António Vieira.

Encerradas desde 2013, o reitor da UC anuncia um investimento de 800 mil euros na reabilitação das antigas Cantinas Amarelas, espaço onde hoje se encontra a Secção de Bilhar da AAC. João Gabriel Silva esclarece que, para começar as obras, falta apenas um visto do Tribunal de Contas. “Não há nenhum financiamento nem fundos regionais, avança-se apenas com dinheiro da Universidade”, acrescenta. O intuito passa por dar ao espaço um carácter mais polivalente, uma cantina que permita “outro tipo de atividades culturais”.

1250 euros foi o lucro obtido no Mega Arraial Social organizado pela AAC no passado dia 3. Esse valor “duplicou face ao recolhido em todas as outras edições”, afirma José Dias, o que se torna numa “verba adicional” a entregar aos SASUC, para que estes possam “estruturar e equipar residências que estão mais deficitárias neste momento”.

Face às celebrações dos SASUC, a DG/AAC pretende colocar, um busto em homenagem a António Luzio Vaz nos jardins que já têm o nome do antigo administrador dos SASUC. A mudança oficial de nome, de Jardins da AAC para Jardins António Luzio Vaz, aconteceu em janeiro de 2012, nove meses após a sua morte, numa cerimónia realizada pelo presidente da DG/AAC à data, Ricardo Morgado, e que contou com a presença de João Gabriel Silva.

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Fotografia: Rita Flores

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