Ensino Superior

A intenção por trás da solidariedade

Discussão aberta organizada pelo NERIFE/AAC e SDDH/AAC sobre direitos humanos procura debater questões da atualidade. Altruísmo ou interesses são os aspectos focados. Por Heloisa Curado e Rita Lima

“Humanitarismo: Interesse ou Solidariedade?”. São estas duas questões que servem de ponto de partida para a tertúlia organizada pelo Núcleo de Estudantes de Relações Internacionais da Faculdade de Economia da Associação Académica de Coimbra (NERIFE/AAC) com a Secção de Defesa dos Direitos Humanos da AAC (SDDH/AAC), que decorre hoje, pelas 18h, no Centro Cultural Dom Dinis.

“A Europa e o Ocidente estão a dar dinheiro a países como a Turquia para acolher os refugiados, mas estão a fazê-lo para ajudar essas pessoas ou para evitar o problema?” É esta pergunta que o presidente do NERIFE/AAC, Diogo Videira, formula sobre o momento atual. Por outro lado, Hugo Bastos, membro da SDDH/AAC questiona em que circunstâncias “podem os atos de solidariedade ser considerados altruístas ou egoístas?”.

A discussão aberta sobre os motivos que movem a solidariedade conta com a presença da coordenadora do Centro de Apoio ao Sem Abrigo (CASA) de Coimbra, Paula Santos. No entanto, a segunda oradora que completa o cartaz, Daniela Nascimento, investigadora no Cento de Estudos Sociais e professora auxiliar no Núcleo de Relações Internacionais da FEUC, “teve um imprevisto e não pode estar presente”, como admite Hugo Bastos. Apesar das dificuldades sentidas pelo NERIFE/AAC em conseguir um orador substituto, Diogo Videira contrapõe que “será uma discussão informal, o previsto à partida, entre estudantes, sobre o que são as causas e o que se pode fazer por elas”.

Num momento em que a discussão sobre os refugiados marca a agenda mediática, assim como a questão da solidariedade para com estes, o presidente do NERIFE/AAC defende que “tudo deve ser discutido e debatido para que haja uma opinião mais cuidada de forma a construir uma sociedade mais ativa”. Desta forma, reconhece ainda a importância da tertúlia porque “promove a discussão num espirito mais aberto e, através da perspectiva do outro, perceber se as nossas acções são as mais corretas ou se poderemos fazer algo melhor”.

Com Margarida Mota

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Fotografia: Irene Reig

Discussão

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