Cultura

A arte e os artistas para “fazer o infinito aproximar-se”

Festival das Artes ambiciona conquistar os turistas e notabilizar as várias vertentes artísticas e seus inovadores. Espetáculos tiveram início com uma caminhada acompanhada de grupo de percussão tradicional portuguesa. Texto por Rita Fonseca e João Ruivo. Fotografias por João Ruivo 

“A arte é feita por visionários, pessoas que estão à frente do seu tempo”. É  com esta premissa que o presidente  da direção do Festival das Artes, José Miguel Júdice, justifica escolha do tema “Pioneiros”. Coimbra é palco, até 31 de julho, da oitava edição do Festival, um ciclo de eventos culturais por toda a cidade.

“Bombos, um Evento Pioneiro” foi a atividade destacada para o primeiro dia. Num percurso a pé, desde a Câmara Municipal de Coimbra, até à Quinta das Lágrimas, houve música a acompanhar a caminhada. A cargo do ritmo dos bombos esteve o grupo de percussão tradicional portuguesa, “Tocá Rufar”, que também contou com a participação dos cidadãos.

Desde que surgiu a ideia, há sete anos atrás, que este evento se tornou uma referência cultural não só para a população conimbricense, mas também para “turistas que gostam de atividades culturais”, afirma José Miguel Júdice. Com o propósito de dar a conhecer os percursores das diferentes áreas artísticas, esta edição homenageia aqueles que no seu tempo inovaram. O presidente realça que o desafio foi que em “todas as artes se pudesse destacar os seus pioneiros”. “O oito é o símbolo do infinito e quem faz o infinito aproximar-se são os artistas. São os que inovam”, acrescenta.

Com o desígnio de ser um elemento de referência na divulgação da cultura, o Festival das Artes ambiciona trazer um maior número de visitas a Coimbra e “dar a oportunidade às pessoas da cidade de disfrutarem da melhor cultura internacional”, explica o presidente da direção do Festival.

A diversidade deste evento passa por ciclos de artes do Palco, Gastronomia, Artes Plásticas, Música, Cinema, Conferências e Serviço Educativo, o que, segundo José Miguel Júdice, é alvo de procura por parte dos cidadãos. “Todos os anos eu me encanto com a adesão. É muito forte e sobretudo muito feliz”.

O Ciclo das Artes Plásticas toma hoje lugar, no segundo dia deste festival. A atividade “Exlibris Vandellii” tem início às 18 horas no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra. Domenico Agostino Vandelli (1730-1816), foi fundador do Museu , contribuindo com a sua colecção privada de Pádua, uma das principais coleções fundadoras.

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