Cultura

Festival das Artes trouxe arte e multiculturalidade a Coimbra

Oitavo ciclo de arte e cultura é “um festival de referência na região centro”. Recital proferido por Diogo Infante foi um dos apogeus da oitava edição do festival. Texto e fotografias Por João Ruivo

“Eram vastas as expetativas de realizar um ciclo de eventos com características especiais com base no tema Pioneiros”, considera a secretária geral da Fundação Inês de Castro e membro da direção do Festival das Artes, Teresa Costa Neves, face aos desafios assumidos pela direção do evento. A oitava edição do Festival das Artes contou com a presença de espetáculos por toda a cidade, de 17 a 31 de julho. Contudo, o palco principal ao longo de todo o programa foi o Anfiteatro Colina de Camões na Quinta das Lágrimas. Diferentes acontecimentos pisaram distintos palcos. Exemplo disso foram os concertos em pleno rio Mondego no Barco “O Basófias”, o que conferiu ao festival a dinâmica pretendida.

“Houve a alegria de abrir o festival no Convento de S. Francisco. Foi um ponto alto com a Orquestra Metropolitana de Lisboa a inaugurar a edição deste ano”, afirma Teresa Costa Neves. Acrescenta ainda que “é importantíssimo para Coimbra que o festival saia do anfiteatro Colina de Camões e esteja presente por outros pontos, como esse tão nobre espaço”.

Segundo a secretária geral, este é um evento “de referência para Coimbra e toda a região centro”. Existe uma gratidão por parte da direção face ao envolvimento do público e da notoriedade dada ao festival. “É muito compensador ter uma adesão superior ao ano passado e muito gratificante saber que o evento é uma referência de qualidade e diversidade”, afirma.

A multiplicidade no programa das festividades ficou assegurada com artistas nacionais e internacionais. Além da Orquestra Gulbenkian, Orquestra Metropolitana e a Orquestra do Centro, “o festival recebeu um conjunto de orquestras jovens nacionais”, pioneiros no mundo da música, e “duas orquestras internacionais, a Orquestra de Jovens da Turquia e a Orquestra de Jovens do Canadá”, resume a secretária geral.

Para este festival multicultural a direção apostou nos Espetáculos de Palavra. O ator e encenador Diogo Infante, que no passado exerceu o cargo de diretor artístico do Teatro D.Maria II, foi desafiado a “realizar um espetáculo expressamente sobre Pioneiro, que teve uma enorme adesão” explica Teresa Costa Neves. Mediante a informação no programa do festival, o discurso de Diogo Infante visava funcionar como um eco social ao promover o pensamento onde o próprio inclui excertos de alguns dos discursos de personalidades que marcam o rumo atual da humanidade.

 

Trazer a palco artistas internacionais, como foi o caso do pianista Evgeni Bozhanov e das jovens Orquestras do Canadá e Turquia, é “uma forma de ultrapassar as barreiras geográficas do país e angariar cada vez mais público internacional”, defende Teresa Costa Neves. Acresce ainda “o facto de o anfiteatro estar instalado no hotel Quinta das Lágrimas, o que atrai os hóspedes a participar, muitos repetem a visita à data do festival”.

A oitava edição do Festival das Artes atingiu diferentes faixas etárias. Com os espetáculos do Serviço Educativo, virado para os mais novos, com teatro e ‘workshops’ de gastronomia, onde pais e filhos participaram, “foi tido em atenção a interação do público em geral, mas em particular das crianças”, sustenta a secretária geral.

A satisfação reina por parte dos organizadores deste evento, que afirmam ter sido “um ciclo positivo”. Teresa Costa Neves antecipa que, para a próxima edição do festival, “fica a certeza de que se vai manter o conceito do festival” e conta que “preservar a qualidade é a grande preocupação”.

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