Ensino Superior

Fórum AAC renovado planeia estratégia até 2017

Nova localização, reorganização dos trabalhos e presença de ministro são mudanças naquela que pode ser a edição “mais barata de sempre” do evento. Por Vasco Sampaio

Vai ser “um Fórum da Associação Académica de Coimbra [AAC] completamente diferente dos outros”. Quem o diz é o presidente da Direção-Geral (DG/AAC), José Dias, ao referir-se ao evento onde vai ser elaborado o plano político da AAC até janeiro de 2017. A iniciativa, que reúne elementos dos núcleos de estudantes e do órgão executivo da própria associação, começa hoje e dura até domingo, 4, em Penacova. “Tentou-se dar [ao acontecimento] mais valências. Parece-me que estamos a trilhar aqui um caminho bastante positivo para esta edição”, adianta.

A inovação começa com o convite aceite pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, para participar, em conjunto com José Dias, num debate às 20h30 de hoje, na Pérgola Raúl Lino. A presença do ministro é uma forma de “abrir [a discussão] a entidades externas” e de tomar conhecimento da “ação do governo nos próximos meses”, para que depois os estudantes pensem em “propostas e ações reivindicativas mais pormenorizadamente”, explica o presidente da DG/AAC.

Ainda na noite de abertura, e porque a localização também é novidade, celebra-se o protocolo de parceria com a Câmara Municipal de Penacova “onde está patente o apoio logístico” que os elementos da AAC vão receber e a forma como os mesmos vão, em troca, “interagir com a população local”, esclarece José Dias. A cerimónia vai incluir uma atuação do grupo “Insígnia” da Secção de Fado da AAC.

Novidades na organização do trabalho

A última mudança verifica-se no próprio modelo que o Fórum deste fim-de-semana vai seguir. “Nas outras edições, [o formato] era o de formação e debate entre DG/AAC e núcleos de estudantes. Desta vez, os estudantes vão dividir-se em grupos e trabalhar simulações de momentos políticos” específicos a acontecer até janeiro próximo. O fingimento de “Encontros Nacionais de Direções Associativas, reuniões do Conselho Geral da Universidade de Coimbra e de reuniões e debates com o Governo” é um exercício que, segundo o presidente, “aumenta o nível de exigência” do encontro.

Apenas no domingo, no último painel do Fórum, vai ser elaborado o plano global que a AAC vai seguir, dependendo das entrevistas e simulações e do trabalho de pesquisa antes realizado. Ainda é cedo para esboçar um documento final, mas José Dias adianta que o “acesso ao ensino superior, a ação social, o abandono escolar, a reforma do corpo docente e a empregabilidade dos jovens portugueses” vão ser temas em cima da mesa. Para além disso, é importante para o dirigente “perceber o que vai acontecer com as propinas e com o financiamento” do ensino superior no Orçamento do Estado para 2017.

Fórum é um “investimento nos recursos humanos”

O presidente da DG/AAC confessa que, ao organizar o evento, houve uma tentativa de “cortar nas despesas o máximo possível, porque esta é uma altura de contenção e restrições financeiras”. O esforço compensou, garante, já que este vai ser “o Fórum da AAC mais barato de sempre e aquele que terá menos despesas”, ainda que as contas só sejam definitivas na segunda-feira.

Quando questionado acerca de uma possível organização do Fórum em Coimbra, José Dias responde que essa hipótese foi tida em conta, mas que Penacova assegura um “ambiente mais relaxado e tranquilo, fora daquilo que é o stress normal do trabalho de um dirigente associativo”. “A AAC tem um investimento a fazer nos seus próprios recursos humanos. Quer-se um estreitar de relações e um fortalecimento do espírito de equipa”, remata. “E isso só se vai conseguir se as agendas [dos dirigentes] estiverem completamente desocupadas”.

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Fotografia: Arquivo

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