Ensino Superior

ENDA deste fim-de-semana já conta com votação da AAC

Orçamento do Estado para 2017, ação social e bolsas de estudo vão ser temas em destaque. Articulação com outras associações e federações académicas é uma possibilidade. Por Vasco Sampaio

É já amanhã que a Associação Académica de Coimbra (AAC) vai voltar a votar moções apresentadas em Encontro Nacional de Direções Associativas (ENDA). Seis meses depois do regresso a estas reuniões associativas, e após ver iniciada a discussão do modelo do ENDA e do seu regimento, é em Évora, este fim-de-semana, que os dirigentes vão aprovar ou reprovar as propostas apresentadas pelas associações e federações académicas. “Ainda não estão completos” os documentos que a AAC vai expor no encontro, mas o presidente da Direção-Geral da AAC, José Dias, já tem prioridades definidas quanto aos temas a tratar.

“Quer-se fazer um balanço [do Orçamento do Estado] de 2016 e uma projeção para 2017”. “A AAC quer que seja prioritária a ação social escolar, mas também o financiamento das instituições e da ciência, ao nível das bolsas”, adianta. Também em resposta ao convite lançado pelo ministério para “acolher os novos estudantes através da vertente científica”, José Dias pretende “lançar algumas ideias” em debate com outros dirigentes estudantis.

A apresentação de moções pode vir a ser feita em articulação com outros grupos de estudantes. O objetivo da AAC é mesmo o de “apoiar, juntamente com outras associações”, propostas que vão ao encontro das suas. Mas também a própria elaboração de documentos a apresentar pode ser partilhada com direções estudantis como a Federação Académica de Lisboa (FAL). “[É] uma federação que está mais próxima do poder central”, segundo José Dias, e que pode “trabalhar em conjunto” com a AAC em temas como o balanço do Orçamento do Estado e as propinas.

O presidente da AAC rejeita a ideia de uma “parceria” com a federação lisboeta, mas o presidente da FAL, André Pereira, fala, sem especificar, de “matérias que estão a ser trabalhadas em relação estreita” com a associação de Coimbra, e dá como certo que vão apresentar moções em conjunto.

Para além de nomear a ação social escolar, o financiamento e o acesso ao ensino superior como as “três grandes dimensões deste ENDA”, André Pereira acrescenta ainda que a “praxe”, o “financiamento plurianual [de unidades de investigação científica]”, a empregabilidade, os estágios e as carreiras científicas são temas que a FAL quer ver discutidos nesta reunião.

“O ENDA de setembro é particularmente importante, porque traça o início do ano letivo”, remata, antes de deixar um apelo à participação de mais associações de estudantes nestes encontros. “O movimento associativo é uma estrutura coletiva que ganha a sua força em função da união dos estudantes e dos seus representantes”, explica. “A representação estudantil tem de ser a nossa principal missão”.

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Fotografia: Arquivo

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